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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Hackers invadem site de prefeitura de SC e fazem apologia à maconha


Invasores publicaram mensagens de apoio à legalização da maconha e a letra de Cachimbo da Paz. Foto: Divulgação
Invasores publicaram mensagens em defesa da legalização da maconha e a letra de "Cachimbo da Paz"


Hackers invadiram neste domingo o site oficial da Prefeitura de Barra Velha, no litoral de Santa Catarina. O ataque ocorreu horas após o prefeito do município, Samir Mattar (PMDB), sofrer um impeachment e ter o mandato cassado, devido a um escândalo de corrupção. Até as 15h30, mensagens de apologia à maconha apareciam no site www.barravelha.sc.gov, que teve todo o conteúdo original apagado.
No portal, os hackers ainda publicaram a letra da música "Cachimbo da Paz" do cantor Gabriel O Pensador. Uma foto de Fernando Henrique Cardoso e uma suposta frase atribuída a ele também aparecem nas mensagens dos autores da invasão.
Alvo de uma operação da Polícia Federal, o prefeito de Barra Velha já havia sido afastado pela Justiça Federal antes do impeachment.Mattar é acusado de desviar recursos federais destinados aos afetados por catástrofes naturais entre 2008 e 2009. A PF identificou a existência de um esquema de prática na elaboração de projetos de obras e serviços superfaturados. Mais de R$ 1 milhão teriam sido desviados.
"Não temos prova de que o ataque dos hackers tenha relação com impeachment. Pode ter sido uma coincidência", avaliou o vice-prefeito Claudemir Matias (PSB), que assumirá o executivo. Ele disse ter se surpreendido com o teor pró-legalização da maconha das mensagens, já que não haveria motivos para o município ser relacionado ao tema. "Eu, particularmente, sou totalmente contra a legalização", disse Matias.
Até o início da tarde deste domingo, a prefeitura não havia conseguido localizar os responsáveis por uma empresa contratada pela gestão do prefeito cassado para manter o site. Com isso, não há previsão de quando o portal terá a normalidade restabelecida. O município nega que os hackers tenham conseguido acessar dados sigilosos. O caso já foi repassado à Polícia Civil.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Telhado de vidro


Especialistas garantem "não estamos vivendo um ataque cibernético. Eles são comuns". A prova está nos números. Enquanto você lê esta reportagem, milhares de sites ao redor do mundo estão sendo invadidos. Tal constatação pode ser feita em tempo real no zone-h.org, plataforma que também funciona como ranking de hackers. IMPRENSA identificou que extensões terminadas em "gov.br" sofreram, nos primeiros cinco meses de 2011, mais de 700 invasões. No dia 22 de junho, os hackers miraram portais importantes como os da Presidência da República, Ministério do Esporte, Portal Brasil, Ministério da Cultura, Receita Federal, Senado, Petrobras e IBGE.

Crédito: Divulgação
Marcelo Lau

Foi o maior ataque cibernético já sofrido pelo governo brasileiro. Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), as ações não afetaram os servidores e os hackers só tiveram acesso a informações sem importância estratégica. Apesar da ação rápida do Serpro, o órgão que deveria ter atuado neste caso não foi sequer acionado, já que ainda não está em atividade.

Criado em agosto de 2010, o Núcleo de Defesa Cibernética (Nu CD Ciber) - que passará a ser chamado de Centro de Defesa Cibernética -, gerido pelo Exército em parceria com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), segue sem prazo para funcionar.

Entre os responsáveis pelas ações de junho, estão dois grupos. O primeiro é o LuIzSec Brazil, que admitiu atacar sites "apenas por diversão". O segundo, o Anonymous, existe há oito anos e já havia chamado atenção em 2010, quando defendeu o WikiLeaks atacando sites das empresas Mastercard e Paypal. No Brasil, o grupo afirmou que os ataques deste ano foram uma maneira de protesto contra a manutenção do sigilo eterno de documentos públicos. 

Cristine Hoepers, analista de segurança do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), entidade mantida pelo NIC.br, lembra que o crescimento no número de ataques na internet tem acompanhado o aumento da importância da web no dia a dia das pessoas. "Todos os setores que se destacam na sociedade e que prestam serviços passam a ser alvos dos mais diversos tipos de ataques". A analista comenta que o caso dos ataques ao governo não foram diferentes daqueles que ocorrem todos os dias contra redes comerciais e acadêmicas.

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Cyberativismo

Os recentes ataques chamaram tanto a atenção de políticos, os quais forçaram a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI) a adiantar a votação do substitutivo ao Projeto de Lei nº84/99, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tipifica a pena para crimes na internet. Há dois anos na Câmara, o projeto - votado em 26 de junho - agora aguarda parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania antes de seguir para o plenário.

O senador Magno Malta (PR-ES), que teve seu site invadido por hackers, diz estudar, com sua assessoria jurídica, a criação de um projeto de lei que torne a invasão de hackers um crime hediondo. O vice-presidente Michel Temer cobrou ação mais severa do Congresso contra as invasões e seus autores. "Eles invadem todo e qualquer site. O Congresso deve se mobilizar e verificar como isso acontece e quais suas consequências", disse. Outro político vítima, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), classificou como "absurdas" as ações e defendeu uma regulamentação mais rigorosa para a internet.

Para o consultor e especialista em segurança digital, Marcelo Lau, não existe motivo parapânico. Por outro lado, as pessoas devem entender que a segurança cibernética, assim como no mundo real, precisa ser pensada constantemente. "Tais ataques são oriundos de pessoas que se aproveitaram do momento para ganhar audiência".

Já Cristina De Luca, diretora de conteúdo do IDG Now, acredita que, no caso das invasões a sites do governo, a questão é a divulgação e não a ação propriamente dita. "Geralmente os hackers e crackers não saem por aí alardeando o que fazem". Cris alerta que o governo precisa investir mais em prevenção.

Crimes Virtuais

À parte das invasões a sites por motivos políticos ou criminosos, a questão dos crimes digitais - e entre eles a pedofilia - também ganhou novos capítulos no Brasil. Segundo a legislação, crime é todo fato que a lei assim o descreva e sua prática pela internet não o descriminaliza ou o torna aceitável. Se um estelionato ou venda de entorpecente for praticado pela web, será investigado, denunciado e julgado como se tivesse sido praticado presencialmente. "Dito isso, pode-se afirmar que crime cibernético é qualquer conduta que a lei tipifique como crime praticado pela internet, ou com uso de computadores ou outro elemento de tecnologia da informação, como celulares e iPads", orienta Silvio Castro Cerqueira, delegado-chefe da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos do Distrito Federal (DICAT/PCDF).

Castro ressalta que, quando o fato, não importa qual, for praticado pela internet, possui, assim como no "mundo real", vítima e autor, e produz resultado que afeta a vida das pessoas envolvidas. E revela "No DF, houve aumento de 96% de registros de crimes praticados pela internet em 2010 em comparação com 2009".

Os crimes registrados apontam avanços no setor também registrados pela SaferNet Brasil. O presidente da entidade, Thiago Tavares, afirma que a evolução foi grande desde que a instituição foi criada, em 2005. "Nossas principais áreas de atuação foram transformadas, os principais atores, entre eles provedores, políticos, polícia e ONGs, amadureceram para tratar de tais crimes".

Tavares reforça que uma das grandes armas contra os crimes cibernéticos está na educação. "Com as organizações inspiradas, começamos a desenvolver ações principalmente no âmbito da educação". Ele também destaca a criação, em junho de 2008, de uma unidade específica para receber denúncias. Com a criação do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet (GCOP), o tema passou a ter uma ação específica e houve um aumento de quase 2.000% em termos de operações. No caso dos ataques a sites de governo, até agora o problema verificado é a forma de enquadrar essas ações como crime, já que não existe um código específico para punir os culpados.

Empresa descobre vulnerabilidade em sistema da Siemens


Algumas das pesquisas mais alarmantes cujos resultados foram divulgados nas conferências Black Hat e Defcon, em Las Vegas, revelam vulnerabilidades em sistemas de computação antigos que gerenciam usinas de energia, fábricas de produtos químicos, sistemas de distribuição de água e outras instalações industriais ao redor do mundo.
A empresa de pesquisas NSS Lab revelou uma "porta dos fundos" em sistemas de controle indústrial da alemã Siemens AG que poderia permitir que hackers causassem estragos em usinas nucleares, gaseodutos e oleodutos, sistemas de tratamento de água, fábricas de farmacêuticos e outros empreemdimentos críticos para a infraestrutura.
A "porta dos fundos" é um ponto de acesso não documentado que permite que alguém invada remotamente o sistema usando softwares de comunicação com protocolos "telnet", além de uma senha de seis caracteres usada em todos os sistemas da Siemens e que não pode ser alterada. Alexander Machowetz, porta-voz da Siemens, disse que a companhia estava investigando o assunto. "Não estamos cientes de nenhum caso real em que um hacker tenha influenciado o controle de uma fábrica de algum de nossos clientes", disse.
No último verão (do hemisfério norte), pesquisadores descobriram o vírus Stuxnet, feito para atacar os sistemas de controle industrial da Siemens que operam máquinas complexas em fábricas. O Stuxnet foi usado para atacar uma fábrica de enriquecimento nuclear em Irã, em um duro golpe para o programa nuclear do país.

Perigo: os hackers estão à solta


Vivemos um momento tecnológico maravilhoso, cheio de possibilidades que facilitam muito a nossa vida. A internet, sem dúvida alguma, tem sido um acontecimento que mudou radicalmente nossa maneira de se comunicar. Diante dessas facilidades vieram também os problemas da falta de privacidade e a insegurança de se utilizar o meio como forma de agilizar transações financeiras e comerciais.
Os hackers, que acumularam conhecimento do funcionamento do sistema binário do computador e conseqüentemente da internet, estão cada vez mais ousados e acabam utilizando esta gama de conhecimento para invadir sites, programas e até mesmo decifrando códigos de bancos e clientes para saquear contas bancárias.
Recentemente muitas empresas brasileiras sofreram a ação criminosa dos hackers, que alteraram o conteúdo dos sites, tiraram outros da web e também, numa ação ousada, invadiram páginas dos governos estadual e federal.
Três estados brasileiros puderam ver de perto a ação indiscriminada dos hackers: a Secretaria de Saúde da Paraíba, Secretaria da Fazenda de Tocantins, a Procuradoria Regional do Trabalho do Paraná e também a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná.
Em Junho de 2007 a polícia paranaense prendeu uma quadrilha de hackers que agia na cidade de Apucarana, norte do Paraná. Depois de seis meses de investigação, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, comandou a Operação denominada Anti Spam, para poder prender a quadrilha que agia na região norte do Paraná. A quadrilha de hackers é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões de contas correntes de várias agências bancárias. O golpe iniciava quando um dos membros da quadrilha ia até a agência bancária, conseguia fazer um empréstimo e o dinheiro era depositado em uma conta bancária de outro membro da quadrilha, que posteriormente permitia que os hackers sacassem o dinheiro através do sistema bancário on-line.
O líder da quadrilha foi condenado a 10 anos e 5 meses de prisão em regime fechado. Os outros integrantes da quadrilha foram absolvidos por não haver provas contundentes da participação deles no golpe. São 35 pessoas que emprestavam suas contas bancárias para que os hackers sacassem o dinheiro desviado de correntistas. A polícia ainda continua investigando o caso no mais completo sigilo.
Em agosto de 2007 a Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre iniciou uma operação de investigação e captura de hackers que agiam há mais de dois anos lesando instituições financeiras e clientes de agências bancárias, que através da internet aplicou golpes, desviando pela internet mais de R$ 10 milhões de contas bancárias. A força tarefa promovida pelo Ministério Público em parceria com a polícia civil foi batizada de Operação Nerd II e atuou no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Somente na região sul foram presas cerca de 30 pessoas envolvidas em ações fraudulentas pela internet.
Muitas empresas mantêm um sistema de segurança para evitar este tipo de ação, mas os hackers profissionais burlam sistemas, por mais avançados que sejam e acabam conseguindo entrar nas páginas ocasionando sérios problemas. Os investimentos na área de proteção contra estas invasões ainda são caros e se mostraram ineficientes. O governo estuda medidas para combater a ação dos hackers do mal e novos mecanismos de leis serão implantados para punir crimes e contravenções da era cibernética. Hoje, dependendo dos casos, as penas variam de um a dez anos de prisão.
Os órgãos governamentais que se sentiram ofendidos com a invasão não conseguem levar adiante um processo de investigação para punir os culpados, por esbarrar na burocracia dos departamentos públicos.
Muitos grupos de hackers utilizam a invasão dos sites de empresas para provar que o atual sistema de proteção é frágil e que eles podem ter a solução para um sistema de proteção mais completo e eficiente. Os grupos denominados: Anti Security Hackers, Jabá com Girimum Hacking Club e Hackers Family adotaram a invasão como uma forma de vender seus serviços e produtos de forma mais agressiva e direta. As páginas invadidas são acompanhadas de um texto explicativo que revela a falta de segurança e também há um e-mail caso o detentor da página queira alguma explicação ou a contratação dos serviços daquele grupo.
Hackers, segundo a Wikipédia, significa decifradores, ou seja, indivíduos que elaboram e modificam softwares e hardwares de computadores, desenvolvendo funcionalidades novas e adaptando as antigas. Quando se fala em Hacker, é importante salientar que nem todos utilizam seus conhecimentos para agir contra o sistema financeiro de uma sociedade. Os hackers do bem tem a função de trazer desenvolvimento para os recursos tecnológicos contemporâneos em constante desenvolvimento.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Teste de Hackers

Como funciona?
No nível 1, simplesmente aparece um "Digite a senha". DICA: Código-fonte. No nível dois, pede um usuário e senha.
PS: Se você está cadastrado no fórum, a medida que você avanca pelos níveis, você libera certas "áreas" dos níveis, um nível 1 não consegue ver o fórum Nível 2, e não adianta tentar mudar o número na barra de endereço que mostra como se não existisse. PS2: um nível 3 consegue ver o fórum "Nível 1".

Quem pode tentar?
Qualquer um! Mas é ALTAMENTE recomendável que a pessoa saiba algo dessas quatro linguagens.

Quais são os objetivos?
No nível 1, ele mostra um sistema que protege a senha de certa maneira. No nível 2, já mostra outra maneira de proteger a senha, um método mais seguro, e assim vai.
O objetivo oficial do jogo é "Mostrar as possíveis brechas de seguranças de sites, mostrar as maneiras de abusar dessas brechas e principalmente, mostrar como corrigir essas brechas." Lembrando que o site NÃO INCENTIVA O USO DESSE CONTEÚDO PARA O MAL. Há também um segundo objetivo que é fazer com que os participantes tenham que aprender essas linguagens para passar dos níveis, e conseqüentemente, usar esse conhecimento em algum outro lugar.



Entra e Tente mostre que vc e um Hacker...
Site: http://tentehackear.org/niveis/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

McAfee mapeia ação de hackers que invadiram 72 organizações desde 2006


Em relatório, empresa de segurança sugere que esses cibercriminosos agem em grupo, sob comando de um Estado, e são mais sofisticados.

A fornecedora de produtos de segurança McAfee publicou na terça-feira (2/8) um relatório detalhadosobre um grupo de hackers que invadiu 72 companhias e organizações em 14 países desde 2006 em uma operação massiva que roubou segredos nacionais, planos de negócios e outras informações importantes.
A McAfee afirmou que os cibercriminosos são provavelmente um único grupo agindo em nome de um governo, diferentemente da recente onda de ciberataques menos sofisticados de grupos ativistas como o Anonymous e o LulzSec, de acordo com o relatório.
A empresa não disse qual país pode estar trabalhando com os hackers, ao contrário de empresas como a Google, que há cerca de um mêsculpou a China por invadir contas do Gmail de vários funcionários de alto nível do governo do EUA.
Os ciberataques, que a McAfee chamou de Operation Shady RAT, foram descobertos depois que a empresa de segurança ganhou acesso a um servidor de comando e controle que coletou dados de computadores hackeados e registrou as intrusões.
“Após meticulosa análise dos registros, até nós ficamos surpresos com a enorme variedade de organizações atingidas e com a audácia dos cibercriminosos”, escreveu Dmitiri Alperovitch, vice-presidente de pesquisa de ameaças e autor do relatório.
Alperovitch afirmou que pelos últimos cinco ou seis anos, ocorreu “uma transferência histórica de valores sem precedentes” devido à operação dos hackers.
Dados roubados
Os dados roubados consistem em todo tipo de informação, como arquivos secretos sobre a redes do governo, códigos-fonte, histórico de e-mails, detalhes sobre os próximos leilões de exploração de óleo e gasolina, contratos legais, configurações SCADA (supervisão de controle e aquisição de dados, na sigla em inglês), esquemas de design, entre outras coisas, declarou Alperovitch.
A McAfee recusou-se a fornecer a maior parte dos nomes das empresas atacadas, se referindo a elas como “Companhia de Aço Sul Coreana” e “Companhia de Eletrônicos Taiwanesa”.
Entre as organizações que tiveram seu nome revelado estão o Comitê Olímpico Internacional, a agência World Anti-Doping, as Nações Unidas e o secretariado da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Entretanto, essas organizações não são de interesse econômico para hackers, e “potencialmente apontam para um Estado por trás das intrusões”, segundo Alperovitch.
O grupo de hackers conseguiu acesso a computadores mandando e-mails para indivíduos que trabalhavam nas empresas. As mensagens continham uma exploração, que, se executada, causava o download de um software malicioso que se comunicava com o servidor de comando e controle.
Em 2006, oito organizações sofreram ciberataques, mas em 2007 o número saltou para 29, de acordo com o relatório. A quantidade de vítimas das invasões subiu para 36 em 2008 e teve um pico de 38 no ano seguinte, antes de começar a cair, “provavelmente devido à generalizada disponibilidade de contra-medidas para indicadores de intrusões específicas usadas por esse específico ator”, escreveu Alperovitch.
A duração dos comprometimentos variaram entre menos de um mês até mais de dois anos no caso de um ciberataque ao comitê olímpico de uma nação não revelada na Ásia.

Maioria dos americanos está ciente de ameaças hackers


A maioria dos americanos acredita que o governo dos Estados Unidos deveria utilizar ciberataques caso sejam necessários, nunca foram a um psiquiatra ou terapeuta, e muitos deles apontam James Bond como seu herói ficcional favorito.
Cinquenta e seis por cento dos 1.045 adultos consultados em uma nova pesquisa acreditam que os ciberataques são uma tática de guerra necessária, com 27% se posicionando contra a ideia e 17% afirmando que não sabiam.
Alvos de ciberataques recentes, que incluem a prestadora de serviços de defesa para o governo norte-americano Lockheed Martin, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Agência Central de Inteligência (CIA), levantaram dúvidas sobre a segurança dos sistemas de computação governamentais e corporativos, assim como a capacidade de se localizar os hackers.
"Talvez por causa dos filmes ou então devido a alguns incidentes recentes que foram muito divulgados, os americanos parecem estar cientes de que os ciberataques são mais uma ameaça ao seu modo de vida do que qualquer tipo de tática de guerra tradicional", disse Cullen Murphy, editor-chefe da Vanity Fair.
A pesquisa 60 Minutes/Vanity Fair também mostrou que, embora, no geral, 64% das pessoas afirmem que nunca foram a um terapeuta ou psiquiatra, quatro em cada 10 americanos entre 30 e 34 anos afirmaram que já foram a um.
James Bond foi, de longe, o herói principal da ficção que os americanos acompanhariam em uma aventura, com 31% dos votos, muito à frente de Sherlock Holmes, com 20%, do Capitão Jack Sparrow, com 18%, e de Harry Potter, com 15%. Lara Croft, única heroína do sexo feminino competindo, teve apenas 9% dos votos.